Inquérito de Paulo Autran
Ontem fui ao Teatro Popular do SESI Paulista assistir a esperada entrevista com o Paulo Autran.
Devo confessar que fiquei de boca aberta a entrevista toda, afinal é o pai do Teatro que discurssava. O cara é tão direto que acaba sendo até divertido.
Autran comentou sobre as dificuldades de-se montar um espetáculo, falta de apoio, o desinteresse do governo pela cultura. Falou sobre seus velhos tempos de turnês, histórias que lhe acontecia entre uma viajem e outra.
Paulo disse que admira quem gosta de teatro, pois são pessoas inteligentes, que não se sustenta com o básico e está sempre buscando em aprender mais, além de serem sensíveis.
Como amante da literatura e da música clássica, ele falou o quanto é importante o ator hesitar poemas. "Lendo poesias você desperta uma emoção que vem do fundo do coração". Paulo representa uma época em que o ator não lia apenas livros de acadêmicos e sim ficções e poesias. Paulo Autran confessou estar lendo "Carmen Miranda" de Rui Castro. Disse que o livro é maravilhoso e que o Rui sabe tudo sobre a vida dela, até o primeiro cachê que ela recebeu quando fez sua primeira aparição na TV.
No teatro, o ator disse que já está preparando para encarrar um trampo o ano que vem. Ele vai atuar em "O Avarento" de Molière.
Dono de quatro pontes de safena, o velho continua em alta, um cigarro atrás do outro lhe acompanhava no interrogatório. Eu como sou um grande admirador do trampo do velho, não poupei-lhe de uma pergunta:
- Paulo, o que você acha dos grupos que estão em evidência? Referindo-se as pesquisa qualificadas, qual o grupo que você acha que tem um estudo que te atrai?
- Eu admiro muito o trabalho do Grupo de Teatro da Vertigem, desde o atuação dos atores até os espaços alternativos que eles elegem como cenários das peças, como: Um hospital, uma igreja, o Tietê e etc... Acredito nessa proposta, pois eles vão além e isso é ser criativo, isso é teatro.
Pra encerrar a entrevista, ele representou um poema da peça "Quadrante", linda a poesia. Falava que o "sujeito" estava fascinado e queria se casar de qualquer jeito.
Ponto final.
Escrito por Bitencurt às 10h40
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