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Entre um quarteirão e outro
Na quarta-feira encontrei com Ivam Cabral, do grupo Satyros, lá na Praça Roosevelt. Falamos sobre sua recuperação, da cirurgia que ele fez do apêndice que se inflamou.
Pelo visto ele está bem melhor, sua fisionomia está saudável.
Muito empolgado, falou do projeto “Anjo do Pavilhão Cinco”, direção de Emílio Di Biasi.
Comentamos também da estréia dia 29 de Abril da “120 dias de Sodoma”, fui até convidado pra assistir um ensaio. Esta promete. Estarei lá. Conforme ele pronunciou, “A Praça Roosevelt será outra após a estréia”.
Só umas fotos, não se impressione:

No meio, está o parceiro Heitor do Satyros

Esse de preto, ao centro, é o amigo Marçal que fez parte do Grupo Teatro da Vertigem e
agora é integrante dos Satyros. Fotos de Laerte Késimos.

Ivam Cabral, como Bárbara, uma travestir, peça "Anjo do Pavilhão Cinco".

Fotos de Lenise Pinheiro
Fotos tiradas do blog do Ivam: http://terrasdecabral.zip.net (mais fotos, clique no link).
Escrito por Bitencurt às 15h27
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Nando Reis – Me Diga
Se eu acordo preocupado com as providencias como uma conta no banco que eu não tenho dinheiro pra pagar Isso me aflige, e atrapalha faz com que eu não me de conta de outras coisas Que eu deveria cuidar Então me diga Se você ainda gosta de mim Porque de você eu gosto Isso não deve ser assim Tão ruim Dos meus filhos eu sinto saudade eu tenho medo que eles achem que eu não sinto a falta deles como eu acho que eles sentem de mim Pego o meu carro pelo asfalto uso um sapato da mesma maneira Por influencia do meu pai Ha quanto tempo eu conheço você Ou quanto tempo eu ainda vou precisar E eu dependo do teu não entendo eu pretendo apenas que você saiba que isso é meu amor
Escrito por Bitencurt às 10h34
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Teatro da Vertigem encena peça no rio Tietê




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GUSTAVO FIORATTI do Guia da Folha
A marca do Teatro da Vertigem, de encenar em espaços inusitados, de repente pareceu gasta, tantos grupos a reproduziram por aí. Ainda assim a fórmula foi superada pela própria companhia com "BR-3", em cartaz a partir desta sexta (dia 24), em um barco que traça seu percurso pelo rio Tietê.
Tarefa das mais difíceis, inclusive: as chuvas de fevereiro provocaram o adiamento da estréia e ameaçam algumas apresentações, que serão canceladas em caso de mau tempo; há ainda o desafio de enfrentar interferências inimagináveis a céu aberto, como o barulho do trânsito e até gente jogando pedras no elenco, como já houve nos ensaios abertos, segundo relato de Antônio Araújo, diretor da companhia.
A insistência para que o espetáculo permaneça no rio, no entanto, tem pilar irretocável. "É uma experiência muito forte estar dentro do Tietê, dessa veia doente. Faz parte de um desejo de 'ressensibilização', de olharmos a cidade de um outro ponto de vista", diz Tó. Enquanto navega, o elenco acompanha o texto de Bernardo de Carvalho, sobre uma família cuja matriarca se envolve com o tráfico de drogas em São Paulo.
História linear, mas que se modela às marcações dentro e fora do barco, sobre pontes e botes, o que imprime certo risco físico ao elenco e dá ao espetáculo o ritmo catártico do Vertigem.
O público permanece sentado, em um lugar coberto, durante boa parte do tempo. Fora de risco, mas com a legítima sensação de flutuar sobre o que há de menos puro na cidade: "a identidade brasileira da degradação", nas palavras de Tó Araújo.
Para chegar ao barco, o público se reúne antes no Memorial da América Latina. É aconselhável levar agasalho, pois pode esfriar durante a viagem.
Ponto de Encontro no Memorial da América Latina (av. Auro Soares de Moura Andrade, 664, portão 8, Barra Funda, região oeste, tel. 3115-0345). Qua. a sex.: 21h. Sáb. e dom.: 20h. Até junho. 140 min. 12 anos. Ingr.: R$ 40 (ingr. na Fnac Paulista e Pinheiros).
Escrito por Bitencurt às 10h27
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Na Prata e no Ouro
Apenas comprovei a teoria de que o cão é o melhor amigo do homem.
Hoje tenho como meu melhor amigo o Wolfgang.
Fizemos uma homenagem à “Morzat”, compositor clássico.
Wolfgang está sempre fazendo com que eu me comporte bem diante da vida.
Eu o educo e ele me educa. Estou aprendendo muito com ele.
De uma sensibilidade, Wolfgang, respeita os meus momentos e gosta de
ser respeitado. A noite quando chego em casa ele vem correndo, pulando,
para me agradar. Gosto de passear com ele a noite e ele comigo. Sempre corremos
juntos na praça que existe próximo ao nosso lar. A companhia dele está
sendo muito importante pra mim. Ele me faz feliz.
Eu nunca acreditei nisso: “Prometo viver com você na alegria e na tristeza!”.
Mas apenas, ele, me provou ao contrário. O cachorro sim, é fiel aos momentos.
Seja no Saara, seja na China, na fome ou na fartura, ele sempre vai ser seu brother.
Escrito por Bitencurt às 10h10
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Ontem fui assistir "A vida na praça Roosevelt" e não é a toa que foi indicada para o prêmio Shell.

A Vida na Praça Roosevelt
de
Dea Loher
Escrito pela dramaturga alemã Dea Loher, especialmente para o Thalia Theatre de Hamburgo, e apresentada no Brasil em setembro do ano passado, como evento da Bienal de São Paulo, “A vida na Praça Roosevelt” é a segunda parte da “Trilogia da Praça Roosevelt”, iniciada com “Transex”. A peça traz no elenco os atores: Ivam Cabral, Alberto Guzik, Ângela Barros, Cléo De Páris, Tatiana Pacor, Fabiano Machado, Nora Toledo, Phedra D. Cordoba, Soraya Aguillera, Soraya Saíde, Daniel Tavares, Waterloo Gregório e Laerte Késsimos. Dirigido por Rodolfo García Vázquez, e com cenário de Lenise Pinheiro, figurinos de Fabiano Machado e assistência de direção de Marta Baião.
Escrito por Bitencurt às 10h20
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Me lembro da época em que eu achava muitas coisas possíveis.
Mas, aprendi a deitar na cama de prego que a vida nos dá.
Escrito por Bitencurt às 09h48
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